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Essa manhã, despida.

Tenho muito tesão em me enlamear no quintal

Cuidando de plantas

Lambendo os cheiros

Destemendo bichos

 

E essa manhã toda

Em causa da desobediência dos nossos sonhos

Meter as mãos na terra

Era também agarrar os teus quadris.

 

A terra bebe chuva e devolve água.

O corpo mata a sede e entorna desejo.

 

Dá fome de existir.

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