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meio nu
meio não
Afogueados
Labareda nasceu nos olhos
Escorreu nas trilhas dos rostos
Rachou muros nos peitos
Por onde fogo jorrou rios
Incendiando seios
Inundando narinas
Queimando lábios
Correnteza mansa impiedosa
Arrastando quadris
Engolindo chãos
Abençoando corpos
Afogueados.
Que bagunça graciosa, meu Deus!
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